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| REPRODUÇÃO/ REVISTA EVIDENCIA |
Fala, Galvão! é um livro que todos os apaixonados por esporte deveriam ler; digo isso não simplesmente pela figura emblemática, algumas vezes amadas e outras muitas vezes odiadas, do narrador Galvão Bueno, mas sim pelas suas sempre espetaculares histórias, algumas já conhecidas e outras simplesmente inéditas, originadas de seus 30 anos de carreira.
O livro todo é narrado pelo próprio narrador esportivo (com a ajuda de seu amigo jornalista Ingo Ostrovsky) e se divide entre o inicio de sua carreira profissional, futebol, automobilismo e histporias de diversos personagens. É muito bacana ver o quão longe um vendedor de embalagens plásticas chegou se transformando em um " vendedor de emoções", como ele mesmo se intitula no decorrer do enredo.
Os pontos fortes do livro são, sem dúvida, as inúmeras histórias que Galvão revela, sobre os bastidores de transmissões históricas, como a final da Copa de 1994 dos Estados Unidos, por exemplo, quando o bordão "É treta!! É treta!!" surgiu. Histórias essas protagonizadas por ídolos nacionais como: Pelé e Ayrton Senna (seu amigo intimo).
Outro ponto forte, é a oportunidade de conhecermos o outro lado do homem, que está sempre lá, narrando praticamente todos os jogos da Seleção Brasileira e os GPs de Fórmula 1, no domingo, o homem que vira e mexe nos faz falar com a TV: "Cala a boca, Galvão!!". Com o passar do tempo descobrimos que ele é realmente mais um vendedor de emoções do que um jornalista esportivo (até porque sua formação é em Educação Física, não em Jornalismo) e é por isso que seus comentários são sempre imparciais (SQN), um grande defeito, mas que é compensado pela sua própria figura. Se você vai amar ou odiar ai é uma decisão puramente pessoal.
O lado ruim do livro fica por conta da Globo Livros, que fez uma péssima revisão do livro. Em várias passagens é possível ver erros grotescos de português. O pior erro acontece em uma passagem quando é citado o nome de Pietro Fittipaldi, neto do bicampeão Emerson Fittipaldi, em vez de Pietro estava escrito Piero, um erro quase imperdoável e que não passa desapercebido pelo leitor.
Por fim, recomendo este livro para quem gosta de autobiografias, esportes em geral e de uma boa história (verdadeira ou não) e principalmente adora odiar Galvão Bueno. Boa leitura a todos! 😉

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